RECORTE(s):
John Steinbeck, Um diário russo (com fotografias de Robert Capa), [1948], 2018, 2022, pp. 120-121.
LITERÁRIOS SABORES E CHEIROS
RECORTE(s):
John Steinbeck, Um diário russo (com fotografias de Robert Capa), [1948], 2018, 2022, pp. 120-121.
John Steinbeck, Um diário russo (com fotografias de Robert Capa), [1948], 2018, 2022, pp. 21-22.
Embora Kiev esteja em grande parte destruída, ao contrário de Moscovo, as pessoas de Kiev não nos pareciam ter a lassidão mortiça das de Moscovo. Não caminhavam curvadas, mas sim de costas direitas, e riam-se na rua. [...]
No Hotel Intourist, os nossos anfitriões ucranianos ofereceram-nos um almoço magnífico. Havia tomates e pepinos frescos e maduros, havia peixinhos de escabeche, havia tigelas de caviar, e havia vodca. Comemos peixinhos do Dniepre fritos, e bifes, deliciosamente cozinhados com ervas ucranianas. Havia vinho da Georgia e salsichas ucranianas, que são deliciosas.
- RECORTE da Crónica de ontem: «O empadão do tira-e-põe»
[faltam talvez quatro títulos na BiblioPoéticaJudiciana; hoje, de novo se «reordenou» os existentes e escolheu-se o que segue..., tb. para o «Grupo AA»...]
CALDO-VERDE
ROMANCE DO DIA EM QUE SE FAZIA A MARMELADA
- crónica de A. P. C., da série «A receita do meu Natal: eu, o meu irmão e um peru recheado de memórias; [memórias da C. de C., e de J. V., de entre Abril de 78 e Dez de 80, tem-nas D., e muitas...]
- [de manhã, no RT, atingida a p. 135, de 284]
RECORTE(s):
- RECORTE(s):
Philippe Collin, O barman do Ritz, p. 55
- [lido pelas manhãs, nos Transp., está a levar tempo a terminar; alcançada a p. 247, de 279]
RECORTE(s):
Paulo Moreiras, O ouro dos corcundas, pp 145-146
Philippe Collin, O barman do Ritz, p. 233-234
- [foi há um ano...];
- um dos poemas dito e comentado em «O Amor é», de 26 de OUT, «As palavras de José Cardoso Pires e de Maria do Rosário Pedreira»
- [R. não era um Barman «típico»...; no ano - de out a out, 85 - 86 - em que «oficinou» no Bar do H. A. P., histórico, nos REST.es, ouviu vários clientes que tinham lido sobre o hotel, na II Guerra...; atingiu agora a p. 120 desta narrativa situada em «ambiente idêntico»]
RECORTE(s):
Philippe Collin, O barman do Ritz, p. 69
- devolvido por Mon., que «desistiu», devido sobretudo aos «contextos» e ao vocabulário «arcaizante»...; de manhã, no RTA, atingida a p. 67 [de 279]
RECORTE(s):
Naquela noite, a taberna do Pasquino fervilhava de povo, em considerável algazarra e algaraviada, como se participassem num leilão de frangos e bácoros no adro da igreja, em dia de arraial festivo. Bebiam e comiam à tripa forra, petiscando iscas de bacalhau, orelheira com alho e cebola, morcela assada, azeitonas ou farrapos de presunto de porco-montês, o vinho escorria em cornucópia a saciar sequiosas gorgomileiras. Nas mesas jogava-se aos dados ou a jogos acascarrilhados de cartas, como o voltarete ou a arrenegada, com bastante agitação e tumulto, pelas sortes e azares que a fortuna ditava, pelos dinheiros que num ape mudavam de mãos.
Paulo Moreiras, O ouro dos corcundas, p. 63
- Crónica de Luís Osório, no «Postal do Dia» - Adriano Jordão evoca o «peixe cozido que tanto trabalho deu num restaurante de luxo...»]; [AQUI, no YT, também]; + artigo na «Mensagem de Lisboa» (Maio)
- [alcançada a p. 86, de 359]
RECORTE(s)
Héctor Abad Faciolince, Salvo o meu coração, tudo está bem, pp. 50-51
- [outro(s) recorte(s) de uma das releituras do momento: Palomar, de I.Calvino]:
- [outro(s) recorte(s) de uma das releituras do momento: Palomar, de I.Calvino]:
[alcançada a p. 321, na quinta, à tarde, na Luz]
RECORTE(s)
Simone de Beauvoir (1908-1986), Memórias de uma menina bem-comportada (1958), 2023, pp. 312-313
GALÕES E CAFÉS
JANTAR EM ALCABIDECHE
RECORTE (s) do Caderno materno:
Eu estava bastante nervosa, para dizer a verdade, porque ainda não domino bem os costumes espanhóis [...]. Por exemplo: no nosso país, praticamente nunca se come peixe e os uruguaios detestam qualquer coisa que tenha espinhas. Aqui, ficam loucos com uma boa pescada. No Uruguai, o frango é um artigo de luxo e é muito distinto servi-lo num jantar e, aqui, é algo muito comum, quase banal [...]. Depois vem esse hábito espanhol de comer lentilhas, feijões ou grão-de-bico, mesmo nas melhores casas, algo que não ocorreria nem ao último trabalhador da exploração agrícola mais remota do Uruguai. Já para não falar de alguns pratos espanhóis que eu não me atreveria a experimentar nem que estivesse a morrer de fome no meio do deserto, como aqueles chocos com tinta que parecem mergulhados em lubrificante para automóveis, ou uns vermes que, segundo eles, são muito bons e se chamam meixões.
«Destapa as terrinas e as cuias, vê condimentado o thiof fresco que lhe mandaram do Senegal, seu pescado predilecto, aquele que entre os peixes mais tem sabor a rocha, costuma dizer, recheado de ervas e pimentas, olha guloso para o arroz amarelo nadando em óleo de palmito, para a tigela de molho avermelhado de malagueta, e sorri. De convido, descobre sob a toalha branca no meio da mesa uma gamela de mandioca, cenoura, batata-doce, inhame e repolho. Serve por ordem: arroz, verduras, peixe e molho. Come sozinho. Mastiga sofregamente, saboreia cada bocado até à raiz da saliva, toma uns goles do vinho ácido argelino, limpa os lábios com um paninho alvo, e compenetra-se como se esta fosse a sua última refeição. Arruma as espinhas num canto do prato, cobre a sobra com uma ponta da toalha, leva a loiça à cozinha, lava-a na bandeja de plástico dentro da pia, suspende o bule sobre o carvão, serve uma xícara de café como postre e bebe a olhar para a banheira velha de esmalte coberta de folhas podres no quintal. [...]»
Mário Lúcio Sousa, A última lua de homem grande, 2022, p. 107; [OUTRO]
OS FIGOS DE D. H. LAWRENCE
- poema - lista, de Autores...; sublinhados acrescentados
- RECORTE(s) da crónica de hoje, de MEC, no «Público»:
- a «prancha» de hoje, do «Bartoon», de Luís Afonso também poderá ser «reenviada» para aquele que trabalhou como Barman até 4 de DEZ. de 89; após isso, a LIC., em 9192, o MESTR., em 0205, que «furou» o CONG. no seu início (em 06), e a «morte na praia» do 8.º Degrau (lá para 2021...)...; claro que «metia menos a colher» do que este Boneco-Figurão...
- neste caso, R. acha que gosta mais do filme do que do Conto [1958] - OU será que precisa de reler este último?; no Inventário «A volta ao Mundo em 100 Livros», de A. Lucas Coelho, o Episódio n.º 89, de 29-10;
RECORTE(S):
- iniciada hoje, na «Carreira do 30» (da PICH. a Picoas), esta bem estruturada Ficção, em curtos «capítulos», com a Voz Narradora, ora de 1.ª ora de 3.ª Pessoa Verbal, em diferentes Tempos, «fragmentariamente»; atingida, ao final da manhã, a p. 65
- «perspectiva» de narrador com 9 anos no excerto escolhido, logo de página inicial:
[...] Quando terminei a primeira ronda, estavam as mulheres no começo de encher as farinheiras. O cheiro avinagrado da massa das farinheiras impregnava a divisão.[...] Quando voltei da segunda ronda da distribuição, mãos agradecidas a receberem as encomendas, olhos regalados a apreciarem a carne, a textura da carne sobre a couve, a minha mãe esperava-me com a vasilha do leite, tinha essa intenção planeada desde sempre. Depois do morno do sebo e da palha, depois do olhar mal iluminado das vacas, [...] cheguei com o quarto de litro de leite, mais um ou dois dedos por paga de bom freguês. Foi ao entregar a vasilha que a minha mãe me prometeu a nata. Eu conhecia já o desenvolvimento desse gesto, não era a primeira vez. [...]
José Luís Peixoto, Almoço de domingo, p. 22
- S. S. será devolvido à BiblioPenha até dia 29; de manhã, na ESP DEL + AGO, atingiu-se a p. 88
- [a Matanças, terá D. assistido a uma, no Vau (?) e a quantas no Monte da Marechal ?]
- outro (s) RECORTE(S) da leitura em curso:
Na casa da Isora a comida era uma mixórdia. Arroz amarelo com coxas de frango com molho com peixe salgado com batatas com ovos e batatas com cebolas, reutilizadas das batatas guisadas do dia anterior, com rancho com cozido de agrião com batata com carne, tudo junto. Na casa da Isora a comida era uma mixórdia, mas nesse dia não, nesse dia só havia cozido de couve. [...] O cozido de couve já estava na mesa a fumegar. Eu não gostava nada de cozido de couve e muito menos se tivesse gofio por cima. Mas a Isora adorava e se ela metia gofio por cima eu também. [...] A Chela punha sempre à Isora um prato mais pequeno do que o meu porque dizia que a isora comia pelos olhos e que era preciso controlá-la, pois caso contrário desordenava-se-lhe a fome. A Isora acabou o cozido rápido rápido, e depois começou a ver como é que eu comia o meu. [..]
[sublinhados acrescentados]
Andrea Abreu, Pança de burro, Bertrand, 2023, pp. 87-88
[Giulia] Acendia o fogo à maneira camponesa, com pouca lenha, e acendia os troncos só de um lado, juntando-os à medida que iam ardendo. Sobre esse fogo cozinhava, com os escassos recursos da terra, pratos saborosos. Preparava as cabeças das cabras a reganate, numa panela de barro, com as brasas por baixo e a tampa por cima, depois de ter embebido os miolos com ovo e ervas aromáticas. Das tripas fazia os gnemurielli, enrolando-os como novelos à volta de um pedaço de fígado ou de gordura e de uma folha de louro, e deixando-as a tostar sobre as chamas, enfiadas num espeto: o cheiro a carne queimada e o fumo cinzento espalhavam-se pela casa e pela rua, anunciando um delícia bárbara. [...]
Carlo Levi, Cristo parou em Eboli, Livros do Brasil; pp. 102-103